domingo, 16 de novembro de 2025

O dote mudou de mãos... Meu DOTE minhas regras '

 

Glamorizaram a Prostituição — Mas Esqueceram de Olhar Para o Passado


Por Ellen Porto


A sociedade adora fazer pose de moralista. Julga, critica, aponta o dedo — sempre com aquele ar de superioridade que mascara séculos de contradições. Porque, convenhamos, ninguém começou a discutir “moral” quando mulheres realmente não tinham escolha nenhuma.


Vamos ao dote.📣

(Ao casamento arranjado.)

À velha prática em que o pai negociava a filha como parte de uma transação: terra, dinheiro, gado, status. Ele era o intermediário do acordo, definia valor, prazo, benefícios e expectativas. A filha? Sem voz. Sem decisão. Sem direito de discordar. Casava com quem o pai negociava, tinha que transar, servir, parir e obedecer. Um pacote completo de obrigações vendidas como tradição familiar.


Pela régua moral atual, é impossível não questionar:

Esse pai era provedor… ou cafetão oficial da família?

E antes que digam que isso ficou no passado, vale lembrar: em várias culturas, esse modelo continua firme e forte ( e muitas das vezes envolve meninas para casar com homens adultos ) ISSO É CRUEL, ISSO É NOJENTO!

Hoje, a cena mudou.

A mulher conduz o próprio roteiro. Decide preço, limites, clientes, frequência, regras. Define o que faz, quando faz e, principalmente, se faz. Autonomia total. Protagonismo absoluto.


E aí a hipocrisia aparece:

Quando a mulher não podia escolher, tudo era “normal”.

📣Quando ela escolhe, incomoda.

➡️O problema nunca foi a prostituição.

➡️O problema sempre foi a falta de poder nas mãos da mulher.

💥E agora que ela é dona do próprio dote, com autonomia, estratégia e decisão?

A verdade é simples:

➡️a sociedade hipócrita não está preparada para lidar com mulheres donas dos seus próprios dotes.




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